Cães Maus Não Dançam, de Arturo Pérez-Reverte
SOBRE LUTAS DE CÃES Com romances adaptados à televisão e ao cinema, como é o caso de «A Rainha do Sul», Arturo Pérez-Reverte apresenta-nos em «Cães Maus Não Dançam» uma história narrada pela voz de Negro: «um rafeiro, cruzamento de mastim espanhol e cão-de-fila brasileiro.» Sim, o narrador é um cão e as personagens, cães e cadelas. É no «Bebedouro», uma espécie de bar/ponto de encontro canídeo, que se reúne a maioria das personagens que compõem este enredo. Teo e Boris, companheiros de Negro, desapareceram, e existem fortes suspeitas de que foram capturados para integrarem um submundo obscuro, onde apenas temos presas e predadores, mas nunca vencedores. Para salvar os amigos, Negro terá de enfrentar o seu passado. Deparamos, assim, com a inquietante e sangrenta realidade das lutas de cães. Tomei conhecimento (pela primeira vez) desta prática ilegal e condenável com a visualização do filme mexicano «Amores Perros» e recordo-me do quão impressionada fiquei ao assistir a essas i...